domingo, fevereiro 27, 2005

Adeus

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E pronto! As malas estão feitas. A maioria está já no porão da nave que me vai transportar até ao Norte. Tenho comigo o livro que me vai acompanhar nesta viagem; K-Pax II – On a Beam of Light e penso que é tudo. Já desliguei a maioria dos aparelhos de casa, apenas restando o computador, onde escrevo este último post. Não sei quando voltarei de novo aqui ao blog, mas assim que esteja devidamente instalado na Plataforma Orbital para onde fui destacado, terão noticias minhas.
Assim sendo, Sayonara!
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sábado, fevereiro 26, 2005

Satélite

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Hoje tive um sonho estranho. Estava no meio de uma ponte e, de ambas as margens, conseguia ouvir, perfeitamente, chamarem pelo meu nome, e por mais passos que desse, tanto numa como noutra direcção, não deixava nunca de escutar as familiares vozes. Calculo que seja assim que a Lua se sinta, saudosista em demasia, para partir de vez, ela apenas se retira por breves momentos, para regressar segura e radiante, assim que precisamos dela. E tal como este satélite natural da terra, por muito que eu me afaste agora, tenho a certeza que, por alguns, hei-de regressar sempre.
Esta é para ti Lucky Luke.
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Satellite
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Satellite satellite in my eyes
like a diamond in the sky
how i wonder.
sattelite strung from the moon
and the world your balloon
peeping tom for the mother station
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winter's cold spring erases
and the calm away by the storm is chasing
everything good needs replacing
look up, look down all around, hey sattelite
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sattelite, headlines read
someone's secrets you've seen
eyes and ears have been
sattelite dish in my yard
tell me more, tell me more
who's the king of your sattelite castle?
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winter's cold spring erases
and the calm away by the storm is chasing
everything good needs replacing
look up, look down all around, hey sattelite
rest high above the clouds no restrictions
television we bounce 'round the world
and while i spend these hours
five senses reeling,
i laugh about the weatherman's sattelite eyes.
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sattelite in my eyes
like a diamond in the sky
how i wonder.
sattelite strung from the moon
and the world your balloon
peeping tom for the mother station
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winter's cold spring erases
and the calm away by the storm is chasing
everything good needs replacing
look up, look down all around, hey sattelite
.
rest high above the clouds no restrictions
television you bounce from the world
and while i spend these hours
five senses reeling
i laugh about this world in my sattelite eyes.
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;-)
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sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Pensamento

Os Homens nunca usaram totalmente os poderes que possuem para promover o bem, porque esperam que algum poder externo faça o trabalho pelo qual são responsáveis.
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John Dewey (1859-1952).
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Para a Dra Mariana e Dr Queijas
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A Transferência (na 3ª pessoa)

A estória que me proponho a contar, poderá parecer-vos demasiado irreal para ser verdadeira. Mas vão por mim. Astronauta não mente!
Um caríssimo colega de profissão, possivelmente aborrecido com a paisagem inóspita do pólo Sul, requereu transferência para uma plataforma orbital mais a norte do planeta Terra. Aparentemente, uma tarefa simples, não? Bastaria um requerimento devidamente preenchido, uma boa vontade das chefias, e logo logo, este colega Astronauta estaria a desfrutar das lindíssimas auroras boreais do Pólo Norte. Mas, infelizmente para ele, não foi isto que sucedeu. E passo a explicar. A vida como Astronauta não está fácil nos dias que correm. O governo insiste em considerar-nos um “monstro” demasiado pesado para suportar. Não há dia que passe em que não ouçamos falar em cortes estruturais, em salários congelados, em reformas mais tardias, e principalmente na inexistente progressão das carreiras. Assim sendo, actualmente, e contrariando muitas e precipitadas opiniões, ser-se funcionário do Estado, nomeadamente Astronauta, não é tão doce como possam imaginar. Mas voltemos ao colega. Como as hierarquias são para ser cumpridas, este, comunicou, de imediato, o seu intento, à superior directa: a Dr.ª Florbela. Ora, esta criatura, sobejamente conhecida por todo o Instituto Geral dos Foguetões (I.G.F.), pelo facto de utilizar, somente, um terço do cérebro, anuiu aos propósitos do camarada Astronauta, e de forma firme e concreta, assegurou-lhe, imperturbável: “Padeço de diarreias muito fininhas”.
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Primeira etapa ultrapassada. Próximo passo; reunião com a Directora de Núcleo dos Serviços Espaciais, Dr.ª Mariana. Nos corredores da base, as opiniões sobre esta senhora, são ambíguas. E nem ela própria saberá da total hipocrisia em seu redor. Provavelmente coraria, com os impropérios e queixas sussurradas, pelas suas chaperons oficiais, Hermínia e Idália, sobre a sua pessoa, à Dr.ª Alexandra, afastada, prematuramente, destes Serviços, de forma injusta e que não dignificaram em nada, a sua Directora. Talvez, e isto não passa de mera suposição da maioria dos Astronautas do Instituto Geral dos Foguetões, o maior defeito da Dr.ª Alexandra, foi o de não ter um sogro bem cotado no meio. Mas avancemos para terrenos menos lodosos. Frente a frente com a Directora do Núcleo dos Serviços Espaciais, o colega Astronauta, expôs, pela segunda vez, sua pretensão. Contar-me-ia mais tarde, ter ficado animado com a receptividade desta, e, confiante, revelou ter a certeza de que, a Directora Mariana, tudo faria para que a sua transferência fosse tratada com a maior celeridade. Obviamente, franzi o sobrolho. “És do bom tempo”, pensei, enquanto lá do fundo da sala, a inocente, Dr.ª Florbela, com o rato do PC, encostado à orelha esquerda, clarificava: “ São líquidas, pelo amor de Deus, são fezes muito líquidas. Aquosas. ”
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Continuando a subir pelos degraus hierárquicos deste Instituto Público, restava somente, por ora, ao colega Astronauta, entregar o requerimento ao Excelentíssimo Senhor Director do Instituto Geral dos Foguetões, o Dr. Queijas. O topo da escada hierárquica! O cume do Instituto. A coroa real da família Astronauta.
Mas como descrever este homem? Como descrever o homem que está à frente do magnânime I.G.F? Parece-te difícil, paciente leitor? Enganas-te então. Este homem reúne consensos. Não há opiniões divergentes, não há incertezas, há sim, dados concretos, provas materiais, convicções estóicas. O Dr. Queijas é o maior!! Todos, mas todos os Astronautas sagazes, existentes em terra ou em órbita, vivos ou mortos, não tem pejo em considerar este homem, o maior asno do Universo.
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O facto deste espécime não olhar nos olhos do seu semelhante enquanto mantém uma conversa, de revelar total falta de carácter nas opções que toma, de mentir desavergonhadamente aos funcionários e principalmente por lamber as bordas do secular ânus da Directora do Núcleo Dr.ª Mariana, ajudaram-no a conseguir esta propalada fama pelos corredores do Instituto. Uma das questões primordiais que cada Astronauta colocou a si próprio, pelo menos uma vez na vida é “Como é que este maneirinho chegou onde chegou?” Há quem fale da “Opus Dei”. Mas, com receio de estar sob escuta do Vaticano, não vou aprofundar este tema.
Bom, certo é que o colega entregou o requerimento a este Dr. da Mula Ruça, tendo-lhe sido prometido, e isto já era sabido por todos, que, aquando da fusão entre os dois institutos, o I.G.F., Instituto Geral dos Foguetões com o Instituto Superior do Sistema Solar (I.S.S.S), anunciada para breve, este, comprometia-se, durante a elaboração das novas listagens dos funcionários, colocar de imediato, o camarada Astronauta, na plataforma mais a Norte, como este havia requerido. Tudo OK, não fosse esta, mais uma das mentiras do Queijas.
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1 ano e 2 meses passaram e nada. O colega Astronauta esperou e desesperou mas o deferimento não saiu. Para piorar a situação, foi-lhe retirada a plataforma orbital, que geria com competência e eficácia, pela sórdida Directora Mariana, (por motivos que ainda hoje o colega diz não compreender) e colocado numa secretária, à parte dos restantes Astronautas, sem telefone e praticamente sem trabalho, a não ser a miserável anotação de dados no imprescindível sistema informático criado pela competente Dra. Alexandra, que viria a ter como prémio, como já em cima referi, uma facada nas costas, perpetrada pala manhosa Mariana, perante o olhar mortiço do Queijas.
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Soube posteriormente, que por esta altura, o caríssimo colega teve um pequeno quid pró quo com uma Astronauta da Sede do Instituto, sito na Avenida da Boavista, muito por culpa de um telefonema mal entendido, mas que viria a originar o afastamento dos dois. Não aprofundo mais este assunto, pois o camarada fez-me jurar pela Graça do Senhor não revelar o nome da colega e mais acrescentou que estas feridas tem, por norma, o seu tempo para sarar, e o que está agora desfeito, irá ser consertado, assim que convier a ambos (assunto este já abordado num anterior post de titulo “Fácil/Difícil”).
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Para além da fusão dos institutos, agora com a sigla I.S.S., Instituto Steinn Sigurdsson, em honra do excelso professor do Departamento de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Pensilvânia, tudo se manteve na mesma. O Queijas continuou a afocinhar a fronha no traseiro hercúleo da Mariana, que por sua vez, manteve o mesmo número de amizades no Instituto: 0 (zero), enquanto a Florbela amarga ainda de dores hemorroidais que a impedem de manter as pernas fechadas, enquanto sentada.
Agastado com toda esta burocracia, senti, no entanto, que o camarada Astronauta não iria desistir. E assim foi. Agora no I.S.S., a força do Queijas era muito menor, havendo, acima dele, pessoas competentes e idóneas capazes de dar uma resposta eficaz a um pedido de mobilidade interna, tão simples como este. E é desta forma que o Dr. Linhares da Silva, Director Adjunto do Instituto, homem sério e líder incontestado, entra nesta estória tão labiríntica, onde o firme leitor se encontra enredado.
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Ora, contactado pelo colega Astronauta, este senhor, mostrou, desde o início, a sua intenção em deferir o assunto de uma vez por todas. Chamou ao seu gabinete o Dr. Queijas, que apavorado com tamanha convocação, enfrentou durante os 10 dias seguintes, o mais faustoso ataque de flatulências descrito nos anais da História do Instituto. O que se passou lá dentro só os dois saberão, no entanto, cá fora o cheiro era tão demolidor que, no espaço de meia hora o edifício foi evacuado e selado. Os céus interditados a aviões de pequeno porte, e a chegada do INEM, assinalada com “vivas” e “aleluias” por parte dos Bombeiros que fraquejavam consoante aproximação à sala onde a reunião decorria.
Por fim as portas abriram-se e, no meio da neblina intestinal, apareceu tal qual D. Sebastião de Portugal, o Dr. Linhares da Silva, majestoso no seu fato de Astronauta, impermeável à fragrância mortal do Queijas. Ao seu lado, qual farrapo humano, vinha o maneirinho, amarelo de tanta soltura.
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Não demorou muito para que este Dr. Polichinelo corresse para as saias da Dra. Mariana e lhe contasse a desautorização a que tinha sido sujeito. Esta, solidária, confortou-o no seu regaço cantando-lhe: “Nana, nana, meu menino, Qu'a mãezinha logo vem, Foi lavar os teus paninhos (bem sujinhos), Ao reguinho de Belém.”
O Queijas estava possesso! A azia que nutria pelo Dr. Linhares e pelo colega Astronauta era demasiado dolorosa de suportar. Precisava de mais do que uma simples canção de embalar. Precisava de expulsar a sua raiva. Vai daí, pam, pam, soltou mais duas das dele!!! A Florbela, que passava do lado de fora do gabinete, pensou para si mesma: “Ai que saudades em largar-me assim sem deixar molho nos cueiros!”
A Mariana esteve doze minutos inconsciente!
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O fim desta estória aproxima-se a passos largos. Com a eficiência do Dr. Linhares da Silva, aquilo que já parecia impossível, estava prestes a tornar-se realidade e a alegria voltara de novo ao rosto do colega Astronauta. Nos Serviços Espaciais, a vida encontrara, novamente, a sua rotina peculiar. A Directora Mariana mantinha o ritual do pequeno-almoço com as duas infelizes. A Florbela, quando não estava a fumar, acendia um cigarro e o Queijas, apesar das duas queixas apresentadas pelos vizinhos à QUERCUS, manteve-se a morar no mesmo edifício, embora a providência cautelar, o impeça de ter as janelas de casa abertas.
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Até que chegou o dia em que o telefone tocou. Embora não o conseguisse explicar, li na expressão pesada do colega Astronauta, que aquela não era uma chamada qualquer. Este pressentia que aquele telefonema era primordial. Quase um ponto de partida para o resto da sua vida. Hesitou. Comecei, eu mesmo, a ficar agitado. “Atende o telefone! Atende o telefone!”murmurei por entre os dentes. Passara quase um ano e meio desde que este se tinha sentado no gabinete da Dr.ª Mariana indicando-lhe sua intenção em ser transferido, e hoje, do outro lado da linha, daquele ruidoso aparelho, informações importantes aguardavam para lhe ser transmitidas e o camarada não se movia, quase nem respirava. “Elliot”, chamei-o. O colega, saindo do transe, levantou os olhos na minha direcção e, simplesmente, lhe fiz figas com os dedos. Ele assentiu com a cabeça, acercou-se do telefone e lentamente levantou o auscultador.
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Lembro-me bem dos segundos seguintes. Enquanto o colega falava ao telefone, recordei o seu primeiro dia nos Serviços Espaciais. A sua postura, aparentemente, arrogante, e que no início tinha incomodado alguns dos Astronautas mais complexados, nada tinha a ver com a pessoa que representava. Um tipo afável, bem-humorado, com uma notória paixão pelo sexo feminino, grande apreciador de música e de cinema, e com quem tive muitas e agradáveis conversas sobre os mais variados assuntos. Um tipo que adorava uma bela estória. Tanto de a contar como de a ouvir. E mesmo em temas, aparentemente, sem interesse ou ausentes de qualquer utilidade, este, colocava-lhes uma carga dramática tão forte que transformava pequenos pedaços de informação inóspitos, nas mais curiosas aventuras que alguém se haveria de lembrar. O Elliot Duran era assim e agora ali estava ao telefone, com um sorriso cada vez mais alargado, enquanto eu me dava conta, de começar já a sentir saudades por aquele fulano.
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segunda-feira, fevereiro 21, 2005

TELEGRAMA

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Olá Cara-Linda. Stop.
Daqui de cima a Terra parece-me tranquila. Stop. Serena. Stop. Não imaginas o quanto desejava que aqui estivesses para poder partilhar este momento contigo. Stop. As saudades são mais que muitas. Stop. Por vezes é demasiado solitário ser-se Astronauta. Stop. Por isso mesmo te agradeço o CD que me enviaste. Stop. Foi primordial para me ajudar a esquecer um pouco esta isolada e espacial existência. Stop. Os temas é que...........olha, esquece. Stop.
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01-David Bowie - Space oditty
02-David Bowie - Starman
03-David Bowie - Life on Mars
04-David Bowie - Loving the Alien
05-Duran Duran - Planet Earth
06-The Police - Walking on the Moon
07-The Church - Under the Milky Way
08-Joy Division - Atmosphere
09-Depeche Mode - Enjoy the Silence
10-Echo & the Bunnymen - The Killing Moon
11-Embrace - Gravity
12-Beatles - Across the Universe
13-Oasis - Champagne Supernova
14-Sigur Ros - Staralfur
15-Love & Rockets - Saudade
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Elliot
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P.S. O Space Cowboy do Jamiroquai foi esquecimento, foi??? Stop.
Gorda!!
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sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Pensamento

“…O dialogo é a própria civilização (...) a palavra mantém o contacto, o silencio isola…”
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Thomas Mann (1875 - 1955)

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É cada postal!!!


Mais um aniversário, mais um ano! É a família reunida, é folia com a malta, é o bolo, é o champanhe, são as prendas e os postais. E são estes últimos os que mais aprecio. Os postais! A palavra escrita vale ouro. E em tardes saudosistas de Inverno, nada melhor que recorda-las. É óbvio que, em postais de aniversário, não espero encontrar textos líricos, ricos em recursos estilísticos e, muito menos, ser surpreendido com divagações filosóficas cheias de relevância, mas é aí, nessa ausência de substância, que reside a força de um Postal. A energia de uma piadola, a preguiça de um lugar comum ou a audácia de um palavrão são, para mim, imbatíveis. Hoje recordei um Postal de uma antiga namorada:
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“Parabéns meu fofinho! És a razão da minha existência. A maneira como me tocas deixa-me tão patareca! Tenho a certeza que os meus pais hão-de aceitar a nossa diferença de idades. A mãe já reduziu a medicação e o papá aceitou bem a providência cautelar, tendo-me garantido que manterá a distância da tua casa, imposta pelo Tribunal. Como vês, meu amor, depois da tempestade vem sempre o Bonanza. Anseio pelo dia em que terminarei o Liceu para ir viver contigo. Amo-te muito Peludinho!”
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"Bonanza"!!??Duh! O exagerado fascinio dos jovens pela televisão sempre me incomodou. Mas adiante, por esta altura recebi também um Postal de um primo afastado, o qual leio de seguida:
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“Olá primaço, ainda és benfiquista? Tens de rever isso, pá! Quando é que apareces cá na terra? O pessoal do Portela mandou avisar que as “franciús” boazonas estão cá pela Páscoa. Vens cá ver o cortejo? A tua mãe contou à minha, que andaste aos tiros por causa de uma garina. É verdade? Tu toma cuidado, primo! Vá, os meus parabéns e manda aí um abraço aos teus pais. P.S. Sabes que Gina está grávida do Tó de Paraduça, aquele que fornicava as galinhas do Seixas? O pai dela anda possesso e uma das galinhas fugiu pra Viseu, cega de ciumes!”
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Singular no mínimo! Por fim, o Postal que me reconfortava sempre nos meus maus momentos. O Postal do amigalhaço, que, recordo-me bem, rezava assim:
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“Ó palhaço fazes ânus é? Tás velho e gordo, pá! Ainda andas a papar aquela pitinha? Que cabrão de pedófilo me saíste! E o pai dela voltou a apontar-te o zagalote? A tua sorte foi ele ter má pontaria. Um pouco mais acima e ficavas a falar fininho! Nunca mais apareceste aqui no Jumbo!!Olha, já desmarquei a Graciana, damos um salto ao Pérola, logo? Esta noite é prá desbunda, brother! Pêgas, vinho e força na verga!!! Tens é de levar o carro pois apreenderam-me a carta por excesso de sangue no álcool. Ehehehe. Vou ter de "bazar". Tenho um stock de enlatados para repôr, um abraço e parabéns mais uma vez, urso!”
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Imbatível!
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terça-feira, fevereiro 15, 2005

Pensamento

"Mais um ano. Mais um palmo a separar-me dos outros, já que a vida não passa de um progressivo distanciamento de tudo e de todos, que a morte remata."
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Miguel Torga (1907-1995)
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segunda-feira, fevereiro 14, 2005

14 de Fevereiro de 1971

Faz hoje, precisamente, 34 anos! Pouco passava da uma da manhã, mas ao invés da acalmia da hora, o alvoroço era intenso. Ele esperou sempre do lado de fora da sala, agitado e incrédulo por não poder fumar. Já a minha mãe, serena, aguardava, deitada, que me colocassem no seu regaço. As primeiras palavras saíram-lhe exaustas mas radiantes. Já com o meu pai sentado na cabeceira da cama, sussurrou-me ao ouvido: “Bem-vindo ao mundo meu filho!”
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sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Pensamento

Até uma falsa alegria é em geral preferível a uma verdadeira tristeza.


René Descartes (Séc. XVII)

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quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Uma História Simples

Apesar de ter saído há pouco tempo de casa dos meus pais, 3 anos aproximadamente, há sempre uma nostalgia ao voltar a entrar nela. A sensação de estar no sítio mais seguro do mundo, rodeado pelas paredes que me viram crescer, é óptima. E naquela noite não foi diferente. A minha mãe telefonara-me, convidando-me a lá ir jantar, pois, na sua opinião, o meu pai andava um pouco abatido. Evidentemente, anui ao seu pedido e, não deveria passar muito das 8 horas, quando por fim, cheguei.
Meus pais são relativamente jovens. Minha mãe conta com 56 primaveras e o meu pai atingiu a bonita idade dos 65. Ambos saudáveis, activos e muito acarinhados pelo meio vicinal. Naquela noite, porém, o meu pai estava deveras deprimido. Sentado à mesa de jantar, de olhar vago, parecia nem notar a nossa presença, as nossas conversas. Apenas o corpo dele marcava figura, pois o espírito vagueava por entre quadros de memórias passadas. Meu pai sempre viveu a vida com muita intensidade e energia e é agora, com pesar, que vê os anos passarem por ele, sem a possibilidade em lhes pôr travão. Minha mãe entreolhava-me, como que a pedir que lançasse assuntos para a mesa que lhe despertassem a atenção e eu assim fazia. Puxei pela ultima vitória do Benfica, continuei pelo futebol recordando a atitude bastante “à lá Mourinho” do Couceiro no discurso de apresentação, lancei-me pelos terrenos da politica, pelos boatos e pelo baixo nível que tem caracterizado esta campanha, inclusive questionei-o se já estava a par do boato (mais um) referente a um determinado jogador do FCP (que eu não vou reproduzir aqui no blog para não ajudar a alastrar este tipo de “desinformação”), mas ele nada. Apesar de mais atento, mantinha a sua presença ainda desfocada aos nossos olhos. Serei assim um dia, pensei? Quase que juro que sim. Se há facto que me assuste imenso é o de envelhecer. Assusta-me e comove-me. Não consigo ouvir ninguém para cima dos 70 anos, contar façanhas realizadas enquanto jovem, sem ficar com um nó na garganta. Nem que as ditas estejam repletas de humor e interesse. Não consigo dissociar deste emissor, o facto dele estar na recta final desta corrida sem vencedores de nome Vida. E da mesma forma, também não acredito que, alguém que tenha visto um filme como o “Uma história simples” do Lynch, sem se emocionar, tenha coração. Nisto sou imensamente parecido com o meu pai. Prossegui, como diria o Markl, com todos os “desbloqueadores de conversa” que me vinham à mente. Abordei a interessante mostra sobre o Titanic no parque da Alfandega do Porto, da exposição da Paula Rego em Serralves, das intermináveis obras na Casa da Musica, da repetida nomeação do Clint Eastwood para melhor actor do ano, do concerto dos irlandeses U2 agendado para Agosto, mas nada.
Até que, quando já me preparava para lançar a toalha ao chão, um pequeno milagre aconteceu. A minha mãe delicadamente perguntou-lhe: “Não notas nada de diferente no arroz de hoje?” Fez-se silêncio. Meu pai mirou-a. Eu mirei o meu pai de soslaio e ambos, simultaneamente, levamos uma garfada à boca. “Sim, realmente está diferente. Está mais saboroso. Que lhe puseste?” Eu estava incrédulo. Meu pai sorria. Poderia ter continuado noite adentro tentando encontrar algo que o motivasse, algo que lhe despertasse a atenção, mas com certeza que meus esforços seriam infrutíferos. No entanto, bastou a esposa, a sua melhor amiga, fazer aquela pergunta tão inocente quanto trivial, para este sair do transe em que se encontrava e retorquir-lhe. Sorri de extrema felicidade enquanto a minha mãe lhe respondia: “Juntei-lhe 1 caldo Knorr!”
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sábado, fevereiro 05, 2005

Pensamento

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"O homem sofre tão terrivelmente no mundo que se viu obrigado a inventar o riso."
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Friedrich Nietzsche (1844-1900)

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sexta-feira, fevereiro 04, 2005

O Puzzle pt.final

Até que.... não,....... a resposta não podia ser assim tão simples!? Elementar, até! Inadvertidamente, tinha acabado de decifrar o enigma do jogo. Era mais do que óbvio! O motivo da alegria dos cães, a estranheza do olhar dos miúdos focada no rapaz sem face, tudo se unia agora em perfeita harmonia. Sorri com a descoberta, embora aturdido, com a simplicidade desta. Mas tinha a certeza, o garoto, cuja ausência da peça do puzzle, me impedia de lhe descortinar feições, estava a tocar um instrumento musical! Daí, não lhe ver também as mãos que levava à cara. Uma flauta, possivelmente, ou até mesmo uma harmónica. Mas era, sem dúvida, isso. O miúdo era musico, e espantava a plateia de crianças, com a execução de melodias perfeitas que maravilhavam os cães que saltavam felizes, por entre elas. Que gravura magnifica!
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Até que, e agora vem a parte curiosa da estória. Passada mais de uma década, numa chuvosa tarde de Inverno, arrumava, preguiçosamente, o quarto, quando, no fundo do antigo baú, por entre revistas de B.D e Legos, encontro a velha caixa do puzzle. Parei por momentos. Confesso que hesitei em pegar-lhe. Os anos tinham passado por ambos. Eu já não era o miúdo ansioso, ávido por respostas e ela já não brilhava como outrora mas o destino decidira juntar-nos de novo. Agachei-me para a agarrar. Era capaz de jurar que ouvia o meu pulsar cardíaco no silencio do quarto. Pousei-a na cama enquanto as memórias me assaltavam a mente. Esta era a caixa do célebre puzzle. Abri-a e espreitei o seu escuro interior. Vazio. Se calhar não fazia mais sentido guarda-la no velho baú. Suspirei e joguei-a decididamente para o canto do quarto, onde já se amontoavam outras velharias inúteis. E como explicar-vos o que sucedeu a seguir? Revejo esta cena, em câmara lenta, ainda hoje. O esvoaçar da caixa que, sobrevoou o quarto de uma ponta à outra, até embater silenciosamente num conjunto de velhos cadernos, fazendo saltar de dentro dela, um pequeno pedaço de cartão, que rodopiou delicadamente antes de se deter imóvel no chão do quarto.
O mundo parou à minha volta. A peça! A peça que faltava. Mas como? Era impossível ter-me passado despercebida durante todos estes anos. Mas de facto ali estava. Ali, no chão do meu quarto! E agora? Aproximei-me lentamente do pedaço inerte, baixei-me para lhe pegar constatando o irónico facto de que o lado virado para mim era exactamente o da parte de trás da imagem. Mas de súbito senti-me a congelar. As pontas dos meus dedos tocavam já no apático pedaço de puzzle, mas sentia nos restantes músculos do corpo uma resistência inexplicável.
O que me iria revelar este último bocado de uma gravura, que sempre conheci, incompleta? Ou então, o que me iria tirar? Sim, o que me iria tirar? Seria a verdade mais interessante do que a estória que a mim próprio contara mil e uma vezes? Valeria a pena concluir esta demanda? Quereria o miúdo sem cara que eu lhe conhecesse, finalmente, as feições? Recuei. Meus dedos afastaram-se lentamente do pequeno pedaço de cartão enquanto me erguia.
Olhei uma vez mais para o puzzle das mil peças, ou melhor, das 999 peças, emoldurado na parede do meu quarto, sorri e afastei-me confiante.
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quinta-feira, fevereiro 03, 2005

As Meninas da Meteorologia


Salvo erro, na primeira grelha de programação da SIC (ainda esta dava os primeiros passos) constava um simpático espaço informativo, muito apreciado por mim e pelos meus compinchas, que era a Meteorologia. Evidentemente, não era o estado do tempo, o motivo que nos prendia ao ecrã, mas sim as beldades que o apresentavam. Provavelmente não se recordarão pois já passaram mais de 10 anos (a SIC iniciou suas emissões em 6 de Outubro de 1992) mas eu nunca esqueci. As miúdas eram 3. Duas loiras e uma morena. E é precisamente desta morena que eu tenho saudades. A Maria João Pinheiro! Lindissima, de sorriso branco, cristalino. Mesmo quando se avizinhavam aguaceiros ou quedas de granizo, o olhar dela transmitia o calor dengoso de um final de tarde de Verão. E os cabelos? Aqueles rebeldes caracóis castanhos que se agitavam num misto de anticiclone versus neblinas matinais. Majestoso. Lembro-me, no entanto, de ter lido em alguma revista, que esta bela jovem, conciliava a apresentação da Meteorologia com o curso Terapia da Fala. E éé exxa-cctmente sobvre extee açunto qe mee qria ddubrussar ppoiss teeho nuttadu em min unha cce-rrta dixlecssia. Suuábe é c-ertu, maas maix válee pruvnir qu rumediar. Purr issu fiqa u apeelu, Mmaria Juªo Pinei-gu, see lleres ixtu, pur fa-vor, enntr.a en cuntakto com.migo. Prussiço dda tyua turapia. Obbrugado.
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P.S. As restantes duas loiras são a Alexandra Fernandes (a Pamela Anderson portuguesa, duhh!!) e a Cristina Mohler , ex- apresentadora de concursos da treta.
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quarta-feira, fevereiro 02, 2005

O Código D'Avintes Descodificado

Origem do termo Broa:
Boroa ou broa é uma palavra nortenha, formada provavelmente a partir de “boruna”, pertencente ao idioma pré-romano da Hispânia. Em Castelhano é “borona” e em galego “borroa”.
Na Idade Média o pão confeccionado com milho chamava-se “boco”, e era um pão caseiro dos pobres que o consumiam no dia-a-dia, bem diferente do pão de rua, pão alvo de trigo usado pela gente mais abastada.
Broa de Avintes:
O nome de Avintes surge, frequentemente, aliado à broa. No século XVIII, a moagem dos cereais era a principal ocupação em Avintes. («Avintes e suas Antiguidades»).
Segundo o historiador Gondim, em 1747 coziam-se, por semana, 96 carros deste pão. Em 1809, na altura das invasões a freguesia de Avintes foi poupada do saque geral afim de continuar a fornecer o alimento à cidade. Avintes tinha o monopólio do fabrico da broa. Gondim fala na existência, nos inícios do século XIX, de mais de 50 padeiros e de 300 carros de pão por semana.
A isto tudo seguiu-se uma rápida decadência, porque os habitantes se recusaram a comercializar a broa a peso. Com a deliberação camarária de 1854 a impor esse tipo de venda, os padeiros da freguesia fizeram greve.
A dependência da cidade no pão de milho de Avintes era tal que necessitaram de criar alternativas para alimentar os seus moradores. Construíram-se, então, fornos dentro da cidade.
Actualmente, o fabrico da broa está industrializado e os moinhos caíram em desuso. Mas, mesmo assim, nesta freguesia, a produção continua a ser artesanal.
O tempo de cozedura é de cinco a seis horas, depois é só polvilhar as broas com um pouco de farinha e colocá-las dentro das canastras, para seguirem o seu destino rio abaixo. Existem, no entanto, segredos escondidos em cada gesto do agricultor que cultiva o milho e o centeio, em cada rodar das mós dos moinhos do Febros, na atenção que o moleiro presta à farinha, na água puríssima das muitas fontes que existiam em Avintes, nas palavras mágicas que as padeiras segredavam durante a amassadura.
Confraria da Broa de Avintes:
-Propósitos: Defesa e divulgação da Broa de Avintes. Divulgação de obras literárias relacionadas com a cultura avintense.
-Traje: Capa castanha debruada a amarelo escuro. Chapéu usado pelos padeiros ricos, na mesma cor da capa.
-Insígnia: Um colar largo de cor vermelho-tijolo que sustenta a insígnia, medalha redonda em cobre cunhada com uma broa e uma espiga de milho.
Outros livros:
Publicações - Cadernos Culturais "O Couto de Avintes e a sua interligação aos Almeidas" de Joaquim Costa Gomes.
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A Demanda do Santo Galo, tem suscitado muitas duvidas aos leitores do Código D'Avintes que, me colocam incessantemente a questão, do porquê ser, o indicado galinácio, santo. A resposta é simples. O Galo era pertença do padre Cardoso da Paróquia de Avintes, proprietário, também, de uma pequena oficina em Paços de Ferreira.
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O Código D'Avintes

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De tempos a tempos é editado um livro que, sem que ninguém o faça prever, chega ao cobiçado patamar dos best-sellers do ano. Ora, no transacto 2004, isso voltou a acontecer, tendo trazido para a ribalta, o propalado Código D’Avintes. Não há fila dos correios, paragem de autocarro, ou reunião de condomínio, em que não se fale deste sucesso literário. O autor, Leonel Correia, natural de Cinfães, tornou-se, da noite para o dia, objecto de interesse por parte dos media, e é adiantado já, pela imprensa cor-de-rosa, como umas das presenças possíveis na segunda edição da Quinta das Celebridades.
Mas o que tornou, de facto, este romance, num fenómeno de vendas a nível nacional? A resposta não será tão difícil como à partida poderá parecer. Leonel Correia tem a coragem de colocar o dedo na ferida e esclarecer assuntos, considerados tabu por muitos, e servi-los num estilo muito próprio, envolvidos numa cadência quase colegial, e sem as comiserações habituais dos debutes literários.
O Código D’Avintes é rico em temas polémicos mas de grande curiosidade popular tais como as secretas Confrarias da Broa de Avintes, a nunca confirmada Associação dos Columbófilos Amadores de Oliveira do Douro, as misteriosas Amigas da Petisqueira “Taberna do Sacristão” e talvez o maior enigma de sempre, aflorado em muitas outras obras, mas nunca encarado da forma frontal como Leonel Correia o faz; a Demanda do Santo Galo. É deveras brilhante este fragmento do livro, e que passo a citar: “...o cabrão do galo fazia tamanha chinfrineira que começou a ser imperial ao insone povo de Avintes matar o bicho. Não havia era maneira de o apanhar, pois, este, era arisco e espertalhão, fugindo para o pátio murado da D. Graciana sempre que pressentia o perigo. ”
Impressionante!!
De forma a enriquecer um pouco este meu blog, viajei até Cinfães com o intuito de entrevistar Leonel Correia, mas fui informado pela vizinha, que o jovem escritor, se teria deslocado a S. João da Madeira, ao baptizado da sobrinha Natália. Voltei no Domingo seguinte.
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-Caro Leonel, como surgiu esse interesse pela escrita?
-Olhe, meu amigo, confesso-lhe que foi algo que me atingiu já em fase adulta pois, enquanto catraio, nunca gostei de ler. Veja o Lusíadas por exemplo, aquilo é para miúdos impressionáveis. Ele é Sereias, é Ilha dos Amores, é Adamastores. Uma fantasia pegada. Eu podia ser puto mas não era besta. No fundo, eu ansiava por outros assuntos. Ansiava por livros onde os sentimentos adultos fossem devidamente expostos, onde houvesse espaço para o crescimento intelectual e claro, onde os factos apresentados fossem confirmados com provas claras e irrefutáveis. Assim sendo, a primeira obra que me tocou realmente, foi “Diana, A Princesa do Povo”! Soberbo. Então para quem teve a sorte de, como eu, comprar a edição que trazia o single do Elton John, foi algo de inexplicável. Veja, ainda hoje fico com pele de galinha só de me lembrar. A partir deste livro, não tive mais parança. Li o do Vale e Azevedo, que me pareceu um pouco rebuscado, mas que aconselho, o da ex-mulher do Tallon, acabei de ler há dias o do Carlos Cruz e comecei agora o do Frota.
-E Saramago?
-Santinho!
-Errr....não percebeu, referia-me ao nosso prémio Nobel, Saramago!
-Santinho, já é o segundo. Você não está bem agasalhado e depois apanha uma gripe que até rodopia. Sabe que aqui em Cinfães não é como no Porto. Aqui gela-se.
-Avancemos... Leonel, fala-se numa adaptação para o cinema.
-Olhe, essa conversa já me irrita. Fala-se muito, mas obra é que nada. Na minha opinião, aquilo precisa mais do que uma adaptação. Por mim era um tecto novo. Eu, inclusive, já falei por duas vezes com o Presidente da Junta, apontei-lhe os buracos por onde a chuva entra, e isso não está certo, as pessoas pagam o seu bilhete, tem por isso, direito, a ver o filme nas melhores condições!
-Não me referia propriamente ao cinema aqui de Cinfães, mas ao Cinema enquanto arte. Já pensou num realizador? António Pedro Vasconcelos, José Fonseca e Costa, Manoel de Oliveira, autor do maravilhoso Aniki-Bóbó?
-Moreira! É Manuel Moreira, mas já fechou, por causa daquilo das mães de Bragança. Fui lá duas vezes e não posso dizer que achasse o estabelecimento maravilhoso. Não era mau, quer dizer, a Niki era realmente boa no bóbó, as luzes e tal, mas preferia de longe o Starlight, em frente à esquadra. Essa sim, era uma boite de luxo.
-Leonel, para terminar, tem já alguma ideia para o seu próximo livro?
-Sei lá!
-Ah, esse já tem dono. Margarida Rebelo Pinto. Ó Leonel, porque não escrever sobre o amor?
-O amor é fodido!
-Pois, se é para isso, mais vale estar quieto, pois receio que o MEC não apreciasse a ideia.
-Você é bom nisto, conhece todos os nomes!
-Saramago!
-Irra homem, vou ver se lhe arranjo um Ilvico, pois essa gripe ainda o mata!
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